“Trás” ou “traz”

Estes dois vocábulos existem na língua portuguesa e estão corretos. ‘Trás’ e ‘traz’ apresentam a mesma fonética (pronunciadas de forma parecida), no entanto, os seus significados e escritas são diferentes. A este caso chamamos palavras homófonas.

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“Em vez de” ou “ao invés de”

Algumas expressões parecidas na fala, mas diferentes na escrita, chegam até nossos ouvidos sem que as percebamos, contudo, para a escrita, é essencial possuir algumas noções da gramática normativa. É o caso de ‘em vez de’ e ‘ao invés de’. Ambas estão corretas e existem na língua portuguesa, quanto aos seus significados – são similares, mas podemos diferenciar contextos em que utilizaremos uma ou outra. Portanto, empregá-las adequadamente pode fazer toda a diferença.

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Uso do ponto e vírgula

O ponto e vírgula marca uma pausa mais longa que a vírgula, no entanto menor que a do ponto. Justamente por ser um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Entretanto, há algumas normas para sua utilização. Emprega-se o ponto e vírgula para:
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Há ou a?

Na língua portuguesa existem algumas palavras que parecem que foram criadas para nos trazer problemas – vocábulos que possuem o mesmo som, mas significado e grafia diferentes costumam ser os mais complicados. Os exemplos de casos em que isso acontece são muitos, dentre os que mais provocam dúvidas: a diferença entre ‘Há’ e ‘A’.
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Ele interviu ou interveio?

A palavra “interveio” é a forma correta, logo, de acordo com a norma culta da língua portuguesa, o vocábulo “interviu” está errado.

Interveio é a forma conjugada do verbo ‘intervir’ (‘participar, interferir, interceder, assistir, intrometer-se’) no pretérito perfeito do indicativo. Sendo derivado de ‘vir’, o vocábulo, assim como todos os derivados deste verbo (convir, advir, sobrevir, provir), deve seguir o seu respectivo primitivo – ele proveio, ele conveio, ele adveio, ele veio, ele interveio.

Exemplos:

  • O Estado interveio na economia.
  • A chuva interveio e atrapalhou o andamento da partida de futebol.
  • O professor interveio na confusão criada pelos alunos.

Muçarela, mozarela ou mussarela?

‘Muçarela’ e ‘Mozarela’ são as formas mais corretas. Ambas as palavras são oriundas do italiano ‘mozzarella’, diminutivo de ‘mozza’, este por sua vez significa leite de búfala ou de vaca talhado com um fungo chamado mozze. De ‘mozzarella’, com dois ‘z’, surgiu, na língua portuguesa, a palavra ‘mozarela’, com um único ‘z’ – isso porque no português não há duplicações de consoantes, salvo algumas poucas exceções.

Quanto a variante ‘muçarela’, a mesma surgiu em virtude de uma convenção ortográfica que transforma o ‘z’ em ‘c’ ou em ‘ç’ – capaz (capacidade), feliz (felicidade).

Já a palavra ‘mussarela’ permanece inadequada, pois poucos dicionários aceitam a sua existência e a mesma não consta no vocabulário ortográfico da Academia Brasileira de Letras. Há ainda, embora com pouquíssimo uso e aceitação, o vocábulo ‘muzarela’.

“Rebuliço” ou “reboliço”?

As palavras “rebuliço” e “reboliço” existem e estão corretas de acordo com a norma culta da língua portuguesa. Apesar de serem escritas e pronunciadas de forma parecida, os vocábulos possuem significados diferentes – trata-se, portanto, de palavras parônimas.

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“Aprender” ou “Apreender”?

Escritas e pronunciadas de forma parecida, os vocábulos ‘aprender’ e ‘apreender’ existem na língua portuguesa e estão corretos. No entanto são palavras como significados distintos, devendo ser usadas em situações diferentes – a este tipo de ocorrência chamamos de palavras parônimas. ‘Aprender’ se refere ao ato de ganhar/adquirir conhecimento e envolve uma atividade contínua. Já ‘apreender’ refere-se ao ato de capturar, apanhar e assimilar algo.

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“Contém”, “contêm” ou “contem”?

O acento circunflexo, além de ser usado para fazer os olhos dos ‘emoctions’ e marcar a sílaba tônica, também serve para indicar que tal palavra está no plural. Este é o caso do verbo ‘conter’ – quando o mesmo aparece conjugado no plural (contêm), usamos o circunflexo; caso ele esteja conjugado no singular (contém), usaremos o acento agudo. Quanto ao vocábulo ‘contem‘, este é a conjugação do verbo ‘contar’ na terceira pessoa do plural (imperativo ou subjuntivo).

É importante lembrar que todos os verbos derivados de ‘ter’ (manter, obter, reter, deter) terminam em ‘-ém’ na 3ª pessoa do singular e em ‘-êm’ na 3ª pessoa do plural.

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“Saltar do ônibus” ou “soltar do ônibus”?

A dúvida pode parecer boba para a maioria dos falantes mais escolarizados, no entanto, se a mesma surgir, saiba que o correto, segundo a norma culta da língua portuguesa, é a expressão ‘saltar do ônibus’ – ou de qualquer outro meio de transporte.

A semelhança fonética entre os verbos ‘saltar’ e ‘soltar’ é uma das principais causas da dúvida. Outro possível motivo é o esquema imagético do falante:

Soltar – denota um distanciamento de um corpo em relação a um ponto de referência. Exemplos:

  • Soltei o cão da coleira.
  • João soltou o copo, este caiu no chão.

Saltar – denota um movimento ascendente. Exemplos:

  • João saltou do 3º andar e não fraturou nenhum osso.
  • As atletas russas são superiores em saltar com vara nas Olimpíadas.