“A princípio” ou “em princípio”?

O vocábulo “princípio”, que pode significar ‘começo, início’ (por exemplo: o princípio do mundo) ou ‘regra, preceito’ (como em princípios filosóficos), possui duas locuções que se parecem na forma e por isso são costumeiramente confundidas – entretanto, têm diferentes empregos.
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Origem de “fulano”, “beltrano” e “sicrano”

Cada um dos termos tem a sua origem:

  • Fulano – vem do árabe ‘fulân’, que por sua vez significa ‘tal’. Com a expansão islâmica sobre a península Ibérica, a língua árabe influenciou significativamente no vocabulário português e espanhol. Em meados do século XIII, os hispânicos costumavam usar o termo ‘fulano’ como pronome: fulano sujeito (tal sujeito), fulana repartição (tal repartição). No português, ‘fulano’ se tornou substantivo.
  • Beltrano – vem do nome próprio, de origem francesa, Beltrão, ou Beltrand. Depois de se tornar popular graças às novelas de cavalaria da Idade Média, o nome acabou ganhando a terminação ‘ano’ influenciado pelo termo ‘fulano’, que nessa época já estava na boca povo.
  • Sicrano – é o mais difícil de precisar uma origem. Há três indícios: ‘sicra’ pode ser um derivado do vocábulo ‘securu’, de uma mistura de ‘zutano’ e ‘citano’ (‘fulano’ e ‘beltrano’ em espanhol) ou ainda do desfiguramento de um nome próprio.

Quando usar “mais bem” e “melhor”?

Ao contrário do que possa parecer, a expressão “mais bem” está correta, a depender da forma em que ela é colocada na frase. O termo “melhor” é comumente aceito, mas em alguns casos precisa obrigatoriamente ser substituído por “mais bem”. Não entendeu? Veja a seguir a melhor maneira de empregá-los em cada situação.
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O que são verbos dicendi?

Os verbos dicendi ou “de dizer” são aqueles que usamos para introduzir um diálogo. Geralmente é utilizado em entrevistas jornalísticas, contos de ficção, como romances, e prosas. Alguns exemplos de verbos dicendi: afirmar, falar gritar, declarar, ordenar, perguntar, exclamar, pedir, concordar etc. Sempre é importante saber qual o contexto da fala, pois cada verbo carrega um comportamento ou características das personagens. Leia mais

“Se eu ver” ou “se eu vir”

A pronúncia correta é “se eu vir”. Se você falava, por exemplo, “se eu ver sua filha, te aviso”, saiba que você estava errado. E a justificativa é muito simples: o futuro do subjuntivo. O verbo ‘ver’ tem o sentido de ‘enxergar, notar, observar, presenciar’. Por ser um verbo irregular, quando conjugado, sofre modificações. O futuro do subjuntivo geralmente é precedido por ‘se’ ou ‘quando’. Para não confundir: você pode pegar a terceira pessoa do passado ‘eles viram’ e retirar as duas últimas palavras: vir.
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Quando “o que” leva acento circunflexo?

Essa pergunta é muito comum na hora de empregar “o que” em uma frase, mas a resposta é simples: preste atenção na pontuação e sua posição. O “que” é escrito com acento para apontá-lo como monossílabo tônico. Às vezes, o “que” parece um tônico, mas não vem no fim de uma frase, por isso, alguns redatores utilizam acentuado para evidenciá-los. A dica é parecida com o uso dos “porquês”. Confira a seguir exemplos e entenda como empregá-los em cada situação.
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“Consigo” e “Contigo”

A palavra “consigo” se refere ao sujeito da oração, sendo assim um pronome reflexivo. Para reforçar a ideia de pronome reflexivo, o uso das palavras “próprio (a), mesmo (a)”, juntamente com “consigo”, também é comum, fazendo com que o sujeito que faz e sofre a ação se relacione com ele.
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“Tráfego” e “tráfico”

Apesar de estas duas palavras terem pronúncias – quase – parecidas, elas são empregadas em contextos completamente diferentes. Enquanto a palavra “tráfego” significa movimento de veículos, o vocábulo “tráfico” se refere ao comércio clandestino. Alguns dicionários apresentam as palavras “tráfego” e “tráfico” como sinônimos, entretanto, é mais adequado distingui-las. Veja a seguir alguns exemplos e dicas para não se confundir na hora de empregá-las em uma frase.

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“Feche” ou “feixe”

As palavras “feche” e “feixe” são homônimas, ou seja, possuem a mesma pronúncia, mas grafia e sentido diferente, apesar de algumas pessoas confundirem – e até supõem – , que um desses vocábulos não existe na língua portuguesa. Veja a seguir algumas dicas e exemplos para não errar a grafia.

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“Imoral” e “amoral”

As palavras “imoral” e “amoral” estão corretas e existem na língua portuguesa. No entanto, apesar da escrita e da pronuncia serem semelhantes, os seus significados são diferentes – a este tipo de ocorrência chamamos de palavras parônimas.

O vocábulo “imoral” designa algo/alguém que é contrário à moral, ao pudor e à decência, assim como alguém que confronta as convenções morais. Já a palavra “amoral” se refere a um indivíduo que não tem senso moral, ou seja, moralmente neutro, não sendo nem imoral, nem moral.

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