O período composto por coordenação é aquele que apresenta duas ou mais orações independentes. Segundo a maioria das gramáticas de língua portuguesa, uma oração coordenada não desempenha uma função sintática em associação à outra oração do período.

Mas por que ligar orações se elas são independentes? Quem decide essa questão é o autor do texto, de acordo com a sua intenção pode-se associar duas ou mais orações em um período a fim de que a soma contribua na construção de uma informação mais objetiva e adequada a sua finalidade.

Exemplo:

Os diretores discutiram o plano político, votaram o orçamento e concluíram a assembleia.

– As duas primeiras orações estão unidas por uma vírgula (saiba mais sobre o uso da vírgula em orações coordenadas), mas a terceira fora ligada à anterior com a conjunção ‘e’. As orações coordenadas que não são associadas por conjunções são chamadas de assindéticas.

Exemplo:

A tempestade alagou ruas, derrubou árvores, destelhou casas.

– As orações coordenadas introduzidas por conjunção são chamadas de sindéticas. Existem vários tipos de conjunções que são usadas para iniciar uma oração coordenada. São as conjunções coordenativas:

  • Aditivas: e, não só… mas também, nem, não apenas… mas ainda, etc. Relacionadas à ideia de soma, adição;
  • Exemplo: A chuva forte alagou ruas e derrubou árvores.

  • Adversativas: todavia, mas, contudo, porém, no entanto, entretanto, etc. Estabelecem uma ideia de oposição, contraste;
  • Exemplo: A chuva forte alagou ruas, mas não derrubou árvores.

  • Alternativas: ou, ora… ora, ou… ou, quer… quer, já… já, etc. Explanam fatos ou conceitos que se revezam ou que se excluem mutuamente;
  • Exemplo: A chuva forte ora alagava ruas, ora derrubava árvores.

  • Conclusivas: portanto, logo, pois, por isso, de modo que, etc. Relacionadas à ideia de conclusão.
  • Exemplo: Ela é mais forte, portanto possui mais chances de vencer a prova de resistência.

  • Explicativas: porque, pois, que, etc. Conferem à justificativa a explicação referente a uma ordem, suposição ou sugestão.
  • Exemplo: Ela possui mais chances de vencer a prova de resistência, porque é mais forte.

    No entanto, observe o seguinte exemplo:

    Ela faz as compras e quem paga a conta sou eu.

    – No exemplo, a conjunção ‘e’, ao invés de assumir a função aditiva, equivale a ‘mas’, ou seja, assume a função adversativa – essa mudança de função também ocorre com outras palavras. Portanto, para classificar uma oração coordenada não basta memorizar as conjunções e suas funções, é preciso analisar todo o período, verificando as relações que ali se afirmarem.